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Shantala

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A HISTÓRIA DA MASSAGEM

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Uma massagem milenar do sul da Índia que é passada oralmente de mãe para filha. Somente mulheres executam tal massagem nos bebês, por questões culturais.

 Busca o equilíbrio físico, emocional e energético do bebê, aliviando cólicas, regulando o sono e estreitando os laços com a mãe e com o pai.

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O que começa é o medo.
O medo e a criança nascem juntos.
E nunca se deixarão.
O medo,
companheiro secreto,
discreto como a sombra
e, como ela, fiel, obstinado.
O medo
que não nos abandonará,
a não ser no túmulo,
para onde, com fidelidade,
nos conduzirá.

(Fredérick Leboyer – Shantala)

 

 

No início da década de 70 o Doutor Frédérick Leboyer, um obstetra francês, em uma de suas viagens à India conheceu uma mãe indiana chamada Shantala. Este encontro se deu em Calcutá. Leboyer impressionava-se com Calcutá, “lugar de miséria, para não dizer de horror, onde se amontoa, sem ordem, perseguida pela guerra, desmedida população atraída pelo brilho ilusório da cidade …”. Leboyer percebeu que na Índia, apesar da pobreza, as crianças tinham bom tônus muscular e eram alegres.

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 Foi pesquisar e conheceu Shantala, nas ruas pobres de Calcutá. Shantala, há alguns anos paralítica, fora recolhida por uma instituição de caridade juntamente com seus dois filhos e foi neste local que Leboyer a conheceu.  A mulher estava com o filho no colo e massageava a criança com naturalidade.

“Foi lá que, numa bela manhã, ensolarada, resplandescente, encontrei Shantala sentada no chão a massagear o bebê. E assim, de repente, em plena sordidez, foi-me dado contemplar um espetáculo da mais pura beleza! Fiquei mudo. Parecia um balé, devido a tanta harmonia e ritmo exato, embora com extrema lentidão. E, como o amor, possuía seu tanto de abandono e ternura.”

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 Leboyer descobriu que aquilo era uma tarefa diária das mães indianas, gostou do que viu e resolveu levar para a Europa o que havia aprendido. Leboyer encantou-se com Shantala e com a massagem que presenciou, trazendo para o ocidente esta sua experiência ao publicar “Shantala – uma arte tradicional – massagem para bebês”, em 1976 pela Edition du Seuil, todo ilustrado com detalhes fazendo toda a seqüência da Shantala.

Estudos posteriores comprovaram as inúmeras contribuições que a massagem tem para o desenvolvimento da criança mesmo depois que ela pára de recebê-la, ficando, como no caso da amamentação, uma base sólida para o crescimento posterior. Ganho de peso, tranqüilidade, desenvolvimento motor, aumento da imunidade são algumas das aquisições que a Shantala pode oferecer. A Shantala pode ser feita em crianças de até 9 anos. Pode ser feita durante a gestação ou quando o bebê nascer. Pode ser praticada a partir de um mês de vida do bebê.

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“Ser levados, embalados, acariciados, pegos, massageados constitui para os bebês, alimentos tão indispensáveis, senão mais, do que vitaminas, sais minerais e proteínas.
Se for privada disso tudo e do cheiro, do calor e da voz que ela conhece bem, mesmo cheia de leite, a criança vai-se deixar morrer de fome.”

(Fredérick Leboyer – Shantala)

capa-livro-ShantalaPara quem estiver interessado em ler o livro sobre Shantala, estou pondo abaixo o endereço para baixar o livro em PDF.

http://www.eggo.com.br/livro/FISIOTERAPIA_-_Shantala_-_Uma_Arte_Tradicional_-_Massagem_Para_Beb%C3%AAs_-_Fr%C3%A9d%C3%A9rick_Leboyer.pdf

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