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C.D.A. – Pesos e medidas lamentáveis.

abril 2014
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A HISTÓRIA DA MASSAGEM

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Com certeza é lamentável a perda de um ser humano. É lamentável a violência ter tamanho poder de destruição em tantos lares, em nosso país. É lamentável, independentemente, da conduta, da idoneidade, da condição, um cidadão brasileiro estar fadado a uma vida curta, pontuada pela violência, corrupção, incompetência e conveniência da política e omissão da sociedade civil. É lamentável ver mais uma vez uma mídia inescrupulosa e tendenciosa, arguindo de forma sensacionalista, buscando mais uma vez aumentar os lucros da venda de seu produto, a informação.127861

Quando leio sobre a morte do dançarino do programa Esquenta, Douglas Rafael, o DG, e a repercussão nacional que  criou-se; a morte do Edílson da Silva dos Santos, de 27 anos, que morreu em um dos protestos à morte de DG, com uma repercussão bem menor; a morte de vários outros civis, brancos, pardos, negros, ricos, pobres, crianças, velhos, não me esquecendo também a morte de policiais civis e militares, em serviço ou não, tendo uma repercussão ínfima; me pergunto o que há com nossa sociedade, seus valores, seus pesos e medidas.

Sinceramente, me digam, o que temos que ter, para nossas vidas serem consideradas mais ou menos importantes? Quem mais merece nossa sensibilização?

A dor da perda, a importância da existência, os pêsames, deveriam ser considerados da mesma forma para todos.

Talvez seja uma questão de mobilização social. Neste caso eu pergunto, porque os familiares, os  amigos, conhecidos ou membros da mesma condição social, classe trabalhista, sindicato,  não se mobilizam?

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Talvez seja pelo estandarte demagogo  do excluído social, da vítima dos grupos minoritários, do racismo, da pobreza, do machismo, do capitalismo, entre tantos outros levantados e defendidos, porém nunca efetivamente resolvidos. Esse jogo de um apontar o outro, buscar suas faltas para tentar diminuir sua responsabilidade nos conflitos não elucidam em nada.  Neste caso , onde estão os políticos sociais, os doutores em sociologia, os ativistas políticos, entre outros, que também não se manifestam, não buscam apoio e, muito menos tentam elucidar a opinião pública, que todos afirmam que é facilmente manipulada.

E quanto aos bandidos da história, aos opressores, determinados pela mídia? Por exemplo no caso DG, os policiais. Na verdade, a polícia tornou-se uma inimiga da sociedade, segundo a mídia. Caso isso seja uma verdade, porque não extingui-la?

Com certeza, esta instituição tem muito do que se envergonhar. Mas, não o suficiente para os familiares dos mortos e, seus vizinhos, seus companheiros de  batalhão e corporação, não irem as ruas também. Não irem protestar pela perda de maridos, filhos, pais, amigos mortos em combates  contra o crime e a violência, que é o que mais tem aumentado no país. Não podemos fechar os olhos para a realidade dessas pessoas, dessas famílias. Quantos policiais morrem nessa guerra urbana diariamente? Será que por serem policiais, não podem ser considerados vítimas também? Por serem policiais não sofrem com o preconceito, a desigualdade social, a política corrupta, o desprezo social? Ao meu modo de ver há um outro lado, uma outra versão, que pode não ser interessante para a mídia, mas é importante para a revisão de nossos valores e a formação de uma opinião mais honesta e democrática.

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Somente assim, com todos os lados se expressando, mostrando suas verdades, chegaremos a um mural realista da condição de nossa sociedade. E não mais meias verdades, não mais frases feitas, não mais ideias prontas e não mais instituições de aparências. Assim saberemos o quanto somos bandidos e o quanto somos mocinhos. Será que é isso que nos causa tamanho temor? Realmente sabermos o que somos?  O que tememos afinal?

O que temo é que realmente ninguém queira a verdade. Isto também é lamentável.

 

Sambaqui Modern Sapiens  (SMS)

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